Vermelho Cádmio

Assunto do artigo: Arte, Dança Contemporânea. Escrito por Sheila Huertas no dia 02/09/09.

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Márcio Cunha Dança Contemporânea apresenta:

vermelho cadmio

Vermelho Cádmio
Últimos dias no Espaço Sérgio Porto - Rua Humaitá, 163
Sexta e Domingo às 20h/ Sábado às 20h30

Pesquisar a pintura transpondo espaços dramatúrgicos bidimensionais para o movimento tridimensional da dança é o que me move como criador. A cada espetáculo construído, um universo de possibilidades se revela e aponta para novos caminhos, novos pintores e diferentes formas de lidar com o espaço.

Vermelho Cádmio é uma obra coreográfica que tem como inspiração as obras do pintor americano realista do séc. XX Andrew Wyeth, falecido em janeiro de 2009. O artista deixou seu corpo físico num amanhecer, dormindo em sua casa com a sua família, aos 91 anos de idade.

A imagem do fim da vida corpórea deste homem é tão forte quanto a sua própria arte realista e sensível, carregada de símbolos que transitam entre o real e o lúdico pintadas com poesia, música e dança em suas obras.

Ficam aqui as minhas homenagens a este grande artista.
Márcio Cunha

Soube deste espetáculo através da Faculdade Angel Vianna e do meu querido mestre Fernando Telles.
Vale a pena conferir!

O corpo é de vocês

Assunto do artigo: Arte, Corpo. Escrito por Sheila Huertas no dia 31/07/09.

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O corpo é de vocês

Trabalho realizado lá na faculdade.
Feito por mim, Ana Gabriela, Janiely e Michelle, baseado nas obras de Lygia Clark.

Às vezes, penso que, antes de nascermos, somos como um punho fechado que abre o primeiro dedo quando nascemos e vai se abrindo interiormente como pétalas de uma flor, à medida que achamos o sentido da nossa existência, para num determinado momento termos consciência dessa plenitude de um vazio-pleno (tempo interior). Nesse instante atingimos uma concepção ético-religiosa que contraria toda a existência de um Deus fora da gente: ele está dentro de nós e é o que de melhor temos: a idéia de vida e morte nos abandona já não existem essas duas polaridades. O que conseguimos transmitir numa obra de arte não é mais do que um momento de estática dentro da dinâmica cosmológica de onde viemos e para onde iremos. É um flash deste infinito materializado no finito. Como se fosse uma parada no tempo. É um pedaço de eternidade. O homem busca o seu tempo interior e quando o encontra, ele já vivencia toda a sua origem. É nesse momento que ele ultrapassa a fronteira vida-morte. (Lygia Clark)

Sobre a arte

Assunto do artigo: Arte, Recomendo. Escrito por Sheila Huertas no dia 11/06/09.

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Arte

Numa das primeiras aulas de Estética e Semiótica da Dança lá na Angel, nos foi recomendado a leitura do capítulo “O Universo das Artes” de Marilena Chaui. Achei o texto bastante esclarecedor sobre a arte, principalmente quando trata do ponto de vista do artista.

O artista é aquele que recolhe de maneira nova e inusitada aquilo que está na percepção de todos e que, no entanto, ninguém parece perceber. Ao fazê-lo, nos dá o sentimento da quase eternidade da obra de arte, pois ela é a expressão perene da capacidade perceptiva de nosso corpo.

A obra de arte nos dá a ver o que sempre vimos sem ver, a ouvir o que sempre ouvimos sem ouvir, a sentir o que sempre sentimos sem sentir, a pensar o que sempre pensamos sem pensar, a dizer o que sempre dissemos sem dizer. Por isso, nela e por ela, a realidade se revela como se jamais a tivéssemos visto, ouvido, dito, sentido ou pensado. Eis por que o artista é o que passa pela experiência de nascer todo dia para a “eterna novidade do mundo”.

Como escreve o poeta Ferreira Gullar num livro intitulado Sobre a arte:

A arte é muitas coisas. Uma das coisas que a arte é, parece, é uma transformação simbólica do mundo. Quer dizer: o artista cria um mundo outro – mais bonito ou mais intenso ou mais significativo, ou mais ordenado – por cima da realidade imediata (…). Naturalmente, esse mundo outro que o artista cria ou inventa nasce de sua cultura, de sua experiência de vida, das idéias que ele tem na cabeça, enfim, de sua visão de mundo (…).

Pegando carona num trecho deste texto, em que a autora trata da  linguagem instituída e instituinte, assistimos ao filme “O Enigma de Kaspar Hauser” que nos leva a questionar de que modo e até que ponto a linguagem nos permite conhecer o real.

Foi muito interessante a leitura do texto e análise do filme. Concluímos que a arte abre um campo de visão, mostra o que ainda não foi percebido e que o código fecha o pensamento, perde outras perspectivas (campo de percepção do mundo).

Pra quem se interessar, o capítulo “O Universo das Artes” está no livro Convite à Filosofia (págs.: 268 a 288). “O Enigma de Kaspar Hauser” é do cineasta alemão Werner Herzog e trata da relação entre linguagem, percepção, conhecimento e realidade.

Eu recomendo!

Pesquisa: Relação entre dama e cavalheiro

Assunto do artigo: Arte, Pesquisa, Tango. Escrito por Sheila Huertas no dia 11/06/09.

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Casal dançando

Estou fazendo uma pesquisa sobre a relação entre dama e cavalheiro que vai além de uma questão somente postural.

Isso é muito visível no tango, da última vez que estive em Buenos Aires pude observar isso em alguns casais nas milongas (bailes de tango).

Quando penso nisso algumas palavras surgem na minha cabeça numa tentativa de entender, são elas: intensidade, sintonia, escuta, troca, encontro, integração… trata-se de algo que está antes da linguagem, produto de nossa percepção.

Quem puder colaborar com alguma informação sobre o assunto será muito bem vindo. Segue trecho de um texto do Movimento Amalgama desenvolvido em Portugal que tem a ver com essa pesquisa:

Redescobrir a dança, escutar, observar, libertar, sintonizar, centrar, imaginar, integrar o pensamento e as emoções através do movimento, expressando e criando tanto no plano individual como relacional, em permanente diálogo entre interior e exterior.