Projeto Dar Carne à Memória

Assunto do artigo: Dança Contemporânea, Vídeos. Escrito por Sheila Huertas no dia 29/06/10.

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O projeto Dar Carne à Memória tem por objetivo recriar parte do patrimônio coreográfico da dança moderna e contemporânea em Porto Alegre, através das coreografias de Eva Schul.

Vale destacar que este projeto foi contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna.

Segue vídeo da obra Catch (2003) apresentado no programa Palquinho da Ulbra TV. Neste trabalho “busca-se uma correlação entre estados físicos e emocionais, através da experimentação de diferentes modos de equilibrar, desequilibrar e apoiar um ou mais corpos no espaço.”

Staccato|Paulo Caldas

Assunto do artigo: Dança Contemporânea, Vídeos. Escrito por Sheila Huertas no dia 23/05/10.

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Falando em dança contemporânea, destacarei a obra Ostinato da Cia Staccato|Paulo Caldas. Trata-se de uma Cia carioca de dança contemporânea que, neste trabalho especificamente, utiliza elementos do tango e de contato-improvisação para a composição de um duo.

Direção e Coreografia: Paulo Caldas
Intérpretes: Maria Alice Poppe e Paulo Caldas
Iluminação: José Geraldo Furtado
Músicas: Henry Purcell
Figurinos: Thereza Rocha
Produção:  Staccato|Paulo Caldas

Sobre Dança Contemporânea

Assunto do artigo: Dança Contemporânea, Recomendo. Escrito por Sheila Huertas no dia 11/05/10.

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[...] ela parece ser menos um estilo e mais um apanhado de princípios que incluem: a individualização de um corpo e gesto sem modelo que exprimam uma identidade ou projeto insubstituível; a produção e não-reprodução de um gesto a partir da própria esfera sensível de cada dançarino ou de uma adesão profunda ao ponto de partida de alguém; a pesquisa e o trabalho sobre a matéria do corpo; a afirmação da gravidade como mola propulsora de movimento e a não-antecipação da forma.

A dança contemporânea promove seus encontros a partir não tanto de aproximações de estilos mas sim de valores, inclusive morais, como ” a autenticidade pessoal, o respeito ao corpo do outro, o princípio de não-arrogância, a exigência de uma solução adequada e não somente espetacular e transparência e respeito aos processos e caminhos comprometidos” (Louppe, 2000:37). Essa dança traz para si uma idéia de assinatura corporal, uma construção particular de corpo.

Trecho retirado do livro Dança e Educação em Movimento, texto de Flavia Meireles e Alice EizirikO corpo do dançarino contemporâneo atravessado pelas terapias corporais.

Este texto fala sobre a formação de dançarinos com um corpo específico, com uma percepção diferenciada de si e do mundo, que surge a partir da relação da dança contemporânea com as terapias corporais.

Vale lembrar que pretendo fazer uma resenha deste livro aqui no blog e, ao final desta resenha, sortear um exemplar. Aguardem!

Ainda sobre dança contemporânea vale destacar também o texto de Airton Tomazzoni (disponível no Idança) – Esta tal de dança contemporânea.

Tomazzoni inicia o texto com uma situação muito comum para as pessoas que fazem dança contemporânea, explicar o que é essa dança, uma dança que não consolidou uma referência para a maioria do público (e mesmo para a comunidade de dança). Ele enumera alguns fatos fundamentais para quem deseja apreciar esta dança:

Fato 1 – A dança contemporânea não é uma escola, tipo de aula ou dança específica, mas sim um jeito de pensar a dança.

Fato 2 – Não há modelo/padrão de corpo ou movimento.

Fato 3 – Dança é dança. A dança contemporânea reafirma a especificidade da arte da dança. Dança não é teatro, nem cinema, literatura ou música. Apesar de poder ganhar muito com a cooperação dessas artes. A dança não precisa de mensagem, de história e mesmo de trilha sonora. O corpo em movimento estabelece sua própria dramaturgia, sua musicalidade, suas histórias, num outro tipo de vocabulário e sintaxe.

Fato 4 – O pensamento se faz no corpo e o corpo que dança se faz pensamento. Tal princípio não exime a qualidade técnica, nem o sabor e o prazer de dançar. Ela ressalta a complexidade que precisa ser compreendida.

E para fechar este post não deixem de ler a reportagem O Primeiro Passo de Priscilla Santos feita para a revista Vida Simples. A jornalista fez aulas de dança contemporânea para escrever este artigo, fala sobre sua experiência e o que aprendeu sobre esta dança.

Dos Salões para os Palcos

Assunto do artigo: Dança Contemporânea, Dança de Salão, Recomendo. Escrito por Sheila Huertas no dia 26/10/09.

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Recomendo a leitura do texto “Transposição da Linguagem Coreográfica dos Salões para os Palcos” (1ª parte, 2ª parte e última parte) da Mimulus Cia de Dança e, ao mesmo tempo, gostaria de chamar a atenção para o trabalho que esta Cia desenvolve em Belo Horizonte. Confesso que sinto falta de trabalhos como este aqui no Rio, há poucas Cias com esta proposta.

A Mimulus Cia de Dança inova a partir de elementos da dança de salão. Para ilustrar, segue vídeo com trechos do espetáculo “Dolores”, inspirado na obra de Pedro Almodóvar.

O texto aborda a trajetória que a dança de salão percorreu até chegar aos palcos. Dando um tratamento profissional às produções, tendo influência de outras linguagens artísticas e uma visão inovadora, a dança de salão tem seu espaço em cena e a Mimulus Cia de Dança é um exemplo disso.

Espero um dia ter o prazer de assistí-los. Parabéns por desenvolver um trabalho tão bonito, sério e inovador.

Geraldas e Avencas

Assunto do artigo: Dança Contemporânea, Eventos, Vídeos. Escrito por Sheila Huertas no dia 20/10/09.

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Grupo de Dança Primeiro Ato apresenta:

Geraldas e Avencas | 24, 25 e 26 de outubro
Sábado e Domingo às 20h30 | Segunda às 15h30 e 18h30
Espaço Tom Jobim: Rua Jardim Botânico, 1008 Jardim Botânico
Informações: (21) 2274-7012

Concepção, Coreografia e Direção: Suely Machado
Música Original: Zeca Baleiro

Geraldas e Avencas mostra a plastificação e a padronização da estética, que gera descaracterização e expectativa de perfeição que muitas vezes mutila, agride e provoca deformações. “Hoje, as pessoas retiram marcas que as revelam e trocam por outras que as mascaram”, reflete Suely Machado, diretora do grupo e responsável pela concepção, coreografia e direção da obra.

Fonte: www.uai.com.br

Espetáculo patrocinado pela BR Petrobras. Recebeu o prêmio USIMINAS/SINPARC de melhor espetáculo, melhor concepção coreográfica, melhor trilha sonora e maior público de dança em 2007. Recebeu também o prêmio SESC/SATED de melhor bailarina e melhor trilha sonora.

Soube deste espetáculo através de uma amiga, a Nique, que compartilha comigo todos os eventos de dança publicados no blog Divulgação Cultural, o qual recomendo. Entrei em contato com o Espaço Tom Jobim para saber de valores e aí estão: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

Para quem já assistiu o espetáculo, deixe aqui sua opinião.